Arquivo

Archive for the ‘Matérias e Artigos’ Category

Branding definitivamente NÃO é identidade visual

111

No dia 21/11/2104, no Facebook um amigo meu me solicitou se eu tinha alguma tabela de preços de criação atualizada, pesquisando na web encontrei uma da ADEGRAF: Associações dos Designers Gráficos do Distrito Federal, e aproveitei para dar uma olhada, quando não foi minha surpresa encontrar o que eles dizem o que é branding no link na página 8 :http://www.adegraf.org.br/downloads/tabela_valores_2013_2015_web.pdf

“É a gestão de marcas. Contempla Criação do Projeto de Identidade Visual (PIV), aplicações da marca para impressos e web, criação de sinalização para veículos, manual de uso de marca, acompanhamento gráfico e diretrizes para campanhas publicitárias.”

E logo abaixo segue a tabela com os itens de: Programa de Identidade Visual, Marcas, Manual de uso de Marcas, Papelaria, Naming e etc. Está nitidamente claro aqui o problema de conceitos, ou seja: o que é branding? O que é identidade visual? Sinalização? Marcas? Naming? etc.

Enquanto esses termos não forem bem definidos, o que teremos é uma enorme bola de neve de percepções erradas sobre não só sobre a profissão de um designer como de um brander, ou gestor de marcas, pois definitivamente, não são a mesma coisa. Quem disse que gestão de marcas só pode ou tem que ser feita por um designer?

Isso é de uma monstruosa ignorância. Branding tem que ser executado sim por um profissional que saiba administrar o que é gestão de marcas. Fiquei muito feliz que nessa minha última turma de branding, que agora tenho no IBMEC, só tivessem dois designers, o restante dos alunos são de diversas áreas que vai da economia, passando por marketing, comunicação e administração. Como o branding se começa de cima para baixo, o brander (profissional de gestão de marca) tem que ter o apoio do CEO/Presidente, Diretoria, Gerentes e principalmente do RH…esse sim será o departamento que irá catequisar os novos embaixadores e guardiães da marca….e continuar educando os antigos para que continuem vestindo a camisa da empresa.

Branding e um trabalho de equipe, mesmo sendo feita por um gestor de marcas interno numa empresa, ele necessita que todos os stakeholders estejam envolvidos. Óbvio que numa empresa pequena é mais fácil de ser implantada, mas branding é para sempre, não basta só fazer um brandbook entregar e pronto…é como um relacionamento entre um casal: para dar certo tem que ser “regado todos os dias”.

Branding definitivamente não é só identidade visual, manual de marca, sinalização. Um bom exemplo é o fato de muitas empresas possuírem um bom design, no entanto um péssimo serviço e atendimento. Cito casos como as empresas brasileiras de telefonia, onde, para a marca, nada adianta suas identidades terem sido criadas pelos maiores escritórios de design do mundo e elas não cumprirem se que as suas promessas básicas. De que adianta vocês conhecerem pessoas super bem vestidas e cheirosas, se elas no dia a dia forem grossas e arrogantes?

Criar um elo de relacionamento, escutar seu público, interagir com ele, antecipar seus desejos são muitos mais importantes num projeto de branding do que simplesmente um projeto de identidade visual. De que adianta o produto e /ou serviço terem uma ótima embalagem se seu conteúdo e sua percepção forem ruins?

Finalizando, no dia 12/01/2014, enviei um e-mail para ADEGRAF, sugerindo algumas alterações na tabela, como por exemplo, adicionando as verdadeiras ferramentas do branding que são:

– Orientação de Brand;

– Seminários de Brand;

– Workshops de Posicionamento;

– Auditorias de Brand;

– Reuniões de Estratégia;

– Jornais de Críticas;

– Grupos de Brainstorming;

– Treinamento de Trabalhos de Equipe;

– Clínicas de Inovação;

– Auditorias de Design;

– Manuais da Marca/ Brandbooks ;

– Publicações de Brand;

– Workshops de Brand

PS: até a data (29/01/2015) desse artigo, infelizmente não tive nenhuma resposta por parte da ADEGRAF.

Anúncios

Significados dos símbolos do logo da UNILEVER

História da Caneta BIC

Surgimento da descoberta da caneta esferográfica feito por uma família de nome Bich , Presidente do grupo Bruno Bich.

Matéria feita pela jornalista Elaine Blast da Globo News – New York.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=EUlTdPnEOnk&hd=1

As marcas que mandam nas redes sociais

Imagem

Queremos que as marcas sejam “nossas amigas? Nossas relações sociais na internet, ao longo do tempo, têm se expandido a partir de apenas com os nossos amigos e/ou com estranhos com quem temos algo em comum, e até mesmo com as marcas que temos que lidar com certa regularidade. Mas, como estão preparadas as empresas a entrar nas redes sociais?

Nesta edição do Twitteroscopio analisa as 25 maiores marcas globais e também as 25 principais marcas espanholas, bem como seu uso no Twitter e Facebook para interagir com os seus clientes. Quais são os setores que tiveram sucesso na Internet em nosso país?

Download free:http://www.slideshare.net/BetoLima/las-marcas-que-mandan-en-las-redes-sociales

Fonte: http://www.publiteca.es/2012/09/marcas-mandan-redes-sociales.html 

Zanna fala sobre o som do MetroRio

Identidade Sonora do MetrôRio

Desde o dia 1º de novembro, os clientes puderam acompanhar as mudanças nas estações, trens, bilheterias e máquinas de autoatendimento do MetrôRio. Foi o início da implantação da nossa nova identidade sonora, proposta inovadora que permitirá, com o passar do tempo, que os passageiros associem o som à marca MetrôRio.

A identidade sonora do MetrôRio foi criada com base em pesquisas sobre o perfil do metrô carioca, desenvolvidas pela Zanna Sound – primeira agência de soundbranding da América Latina -, e contou com a colaboração de diferentes profissionais, como publicitários, estatísticos e músicos. Confira o depoimento de Zanna Lopes, Diretora de Criação da Zanna Sound:

A base da nova identidade sonora é a Música Tema da empresa. A partir desse tema, foram extraídos os demais sons que são ouvidos pelos clientes para anunciar as próximas estações, comunicar avisos nas estações, realizar operações nas máquinas de autoatendimento, indicar que as bilheterias estão livres para compra de passagem, entre outros. O arranjo do Tema Musical é composto dos músicos Vittor Santos, Lena Horta, Carlos Cezar, Marcos Molleta e Emerson Mardhine.

A voz do MetrôRio é outra grande mudança, que tem como objetivo humanizar a marca. A nova voz tem sotaque carioca e é mais próxima e acolhedora. Ela será ouvida nos trens, nas estações e no telefone, através da nossa Central de Atendimento.

Ouça aqui o making of do Tema Musical do MetrôRio:

Fonte: http://blog.metrorio.com.br/identidade-sonora-do-metrorio/

Fuck Fiat & Pintos Shopping / Naming pra quê?

Quanto mais estudo e leciono branding , mais tenho conhecimento que nada sei, ainda mais quando aparecem na mídia duas “pérolas” como essas:

Fiat Fuck: http://www.fiatfuck.com.br e o mais recente,

Pintos Shopping: http://www.youtube.com/watch?v=nHC5aLNkFkY&feature=relatedd .

Dois cases onde o estudo de naming, sinceramente não existiu, ou mais provavelmente, foi uma grande estratégia de marketing para provocar buzz e assim gerar mídia espontânea, para alegria dos proprietários desses dois negócios. Pois não é possível que em pleno século XX, ainda exista quem não saiba o significado da palavra inglesa Fuck =Foder e nem da repercussão que iria provocar a utilização do nome Pintos num estabelecimento, ainda mais tendo o ator Reynaldo Gianecchini como garoto propaganda e se utilizando do slogan: “Pintos Shopping. Tudo o que você mais gosta, no lugar que você sempre quis”. Pronto, está feito assim o trocadilho que o marketing queria para gerar toda essa repercussão, tanto que o shopping já foi apelidado “carinhosamente” (sem trocadilho, por favor) de Pintão.

A consessionária Fiat Fuck encontra-se em quatro cidades: Canoinhas,  Guarapuava , São Bento do Sul e São Mateus do Sul, todas no sul do Brasil e o Pintos Shopping, na cidade de Teresina no Piauí. O case da Fiat ainda não descobri o “pai da criança”, mas a dos Pintos, a campanha foi desenvolvida pela Interativa Propaganda, agência também localizada em Teresina e que ficou famosa com a repercussão do vídeo, ou seja, todos saíram ganhando com o “Pinto do Gianecchini”.

Segundo matéria publicada na M&M Online: http://www.meioemensagem.com.br

“Apesar do nome gerar um estranhamento para as pessoas residentes em outros Estados, a companhia  proprietária do shopping é bem conhecida no Piauí. Com alguns empreendimentos na cidade de Teresina, a família Pintos investiu bastante na inauguração do Pintos Shopping, que abriu suas portas na manhã do dia 8 de novembro, depois de um clima de muito mistério e expectativa. Somente poucos convidados tiveram acesso ao local do shopping no momento da inauguração e o nome de Gianecchini foi mantido em sigilo até o momento exato. Além de aproveitar o período do Natal para começar os negócios com um bom número de vendas, a Pintos Magazine também tem o intuito de concorrer diretamente com o Teresina Shopping e o Riverside Shopping, os dois principais centros de compras da capital piauiense. O Pintos Shopping, inclusive, fica localizado bem próximo aos concorrentes.”

Ou seja, toda essa repercussão que foi gerada nas redes sociais, foi pelo simples fato cultural de associar o nome do shopping com possíveis interpretações maliciosas geradas não somente pelo nome, mas também pelo slogan adotado que acaba por enfatizar ainda mais esse case.

É possível que não houvesse toda essa expectativa quanto a essa repercussão que ocorreu (somente no YouTube, vários canais mostram o comercial, sendo que apenas um deles já conta com quase 500 mil visualizações), pois segundo os proprietários, no plano de marketing inicial, não previam que o estilo da campanha publicitária utilizada e a imaginação dos internautas, tornaria o Pintos Shopping um fenômeno nas redes sociais. Na tentativa de chamar a atenção da mídia e anunciar a inauguração de um novo empreendimento, o Grupo Pintos Magazine recorreu a uma estratégia comum para a maioria dos anunciantes: contratou um galã da TV e investiu em uma grande campanha publicitária na região.

Talvez um estudo mais apurado de naming não tivesse toda essa repercussão na mídia… naming pra quê?

%d blogueiros gostam disto: