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Archive for outubro \14\UTC 2011

Fuck Fiat & Pintos Shopping / Naming pra quê?

Quanto mais estudo e leciono branding , mais tenho conhecimento que nada sei, ainda mais quando aparecem na mídia duas “pérolas” como essas:

Fiat Fuck: http://www.fiatfuck.com.br e o mais recente,

Pintos Shopping: http://www.youtube.com/watch?v=nHC5aLNkFkY&feature=relatedd .

Dois cases onde o estudo de naming, sinceramente não existiu, ou mais provavelmente, foi uma grande estratégia de marketing para provocar buzz e assim gerar mídia espontânea, para alegria dos proprietários desses dois negócios. Pois não é possível que em pleno século XX, ainda exista quem não saiba o significado da palavra inglesa Fuck =Foder e nem da repercussão que iria provocar a utilização do nome Pintos num estabelecimento, ainda mais tendo o ator Reynaldo Gianecchini como garoto propaganda e se utilizando do slogan: “Pintos Shopping. Tudo o que você mais gosta, no lugar que você sempre quis”. Pronto, está feito assim o trocadilho que o marketing queria para gerar toda essa repercussão, tanto que o shopping já foi apelidado “carinhosamente” (sem trocadilho, por favor) de Pintão.

A consessionária Fiat Fuck encontra-se em quatro cidades: Canoinhas,  Guarapuava , São Bento do Sul e São Mateus do Sul, todas no sul do Brasil e o Pintos Shopping, na cidade de Teresina no Piauí. O case da Fiat ainda não descobri o “pai da criança”, mas a dos Pintos, a campanha foi desenvolvida pela Interativa Propaganda, agência também localizada em Teresina e que ficou famosa com a repercussão do vídeo, ou seja, todos saíram ganhando com o “Pinto do Gianecchini”.

Segundo matéria publicada na M&M Online: http://www.meioemensagem.com.br

“Apesar do nome gerar um estranhamento para as pessoas residentes em outros Estados, a companhia  proprietária do shopping é bem conhecida no Piauí. Com alguns empreendimentos na cidade de Teresina, a família Pintos investiu bastante na inauguração do Pintos Shopping, que abriu suas portas na manhã do dia 8 de novembro, depois de um clima de muito mistério e expectativa. Somente poucos convidados tiveram acesso ao local do shopping no momento da inauguração e o nome de Gianecchini foi mantido em sigilo até o momento exato. Além de aproveitar o período do Natal para começar os negócios com um bom número de vendas, a Pintos Magazine também tem o intuito de concorrer diretamente com o Teresina Shopping e o Riverside Shopping, os dois principais centros de compras da capital piauiense. O Pintos Shopping, inclusive, fica localizado bem próximo aos concorrentes.”

Ou seja, toda essa repercussão que foi gerada nas redes sociais, foi pelo simples fato cultural de associar o nome do shopping com possíveis interpretações maliciosas geradas não somente pelo nome, mas também pelo slogan adotado que acaba por enfatizar ainda mais esse case.

É possível que não houvesse toda essa expectativa quanto a essa repercussão que ocorreu (somente no YouTube, vários canais mostram o comercial, sendo que apenas um deles já conta com quase 500 mil visualizações), pois segundo os proprietários, no plano de marketing inicial, não previam que o estilo da campanha publicitária utilizada e a imaginação dos internautas, tornaria o Pintos Shopping um fenômeno nas redes sociais. Na tentativa de chamar a atenção da mídia e anunciar a inauguração de um novo empreendimento, o Grupo Pintos Magazine recorreu a uma estratégia comum para a maioria dos anunciantes: contratou um galã da TV e investiu em uma grande campanha publicitária na região.

Talvez um estudo mais apurado de naming não tivesse toda essa repercussão na mídia… naming pra quê?

Brand Books

O livro vermelho da Brahma. O formato ondulado faz referência ao movimento do logo. A capa foi construída em alumínio moldado, pintado de vermelho, lembrando o principal ambiente de consumo da cerveja: as mesas de bares e botecos. Foi criado um sistema de fichário para facilitar a atualização do conteúdo, uma vez que o livro é a vida da marca e irá crescer junto com ela.

Entre as diversas ferramentas para gestão de marca, o Brand Book tem servido como um instrumento importante para determinar os caminhos estratégicos de uma empresa. Esses livros desenvolvidos por agências de branding e design apresentam a marca como um organismo vivo, com personalidade, linguagem e atributos.

O Brand Book representa uma evolução do tradicional Manual de Identidade Visual,  pois além de informar características técnicas, indica as táticas a serem seguidas pela companhia. A Brastemp, por exemplo, ganhou dois livros desenvolvidos pela Tátil Design.

Um conta sobre a evolução estratégica da marca, detalhando todo o histórico da Brastemp. E outro fala sobre os ingredientes que irão compor a linguagem visual e verbal da empresa. “Em um livro mostramos a evolução da marca, a essência, os valores consolidados, a parte estratégica, os atributos que devem ser trabalhados e apresentamos o novo conceito – seja autêntico”, explica Roberta Gamboa, diretora de criação da Tátil Design. “O outro diz como a marca vai se comunicar através de seus pilares de relacionamento – gastronomia, moda, design e arquitetura, mostra a linguagem verbal, as tipografias, os tipos de imagens de lifestyle e produtos usados nos materiais de comunicação além de todos os termos técnicos tradicionais que são passados para os parceiros de comunicação para que todos falem a mesma língua e consigam traduzir a imagem da Brastemp verbal e visualmente da mesma maneira”.

A elaboração dos dois livros envolveu um diretor de criação, um diretor do projeto, três designers gráficos, um designer de produto e um núcleo de estratégia com duas pessoas. Segundo Roberta, o trabalho foi desenvolvido em parceria com a equipe da Multibrás (controladora da Brastemp) e levou um ano para ficar pronto. Isso porque a marca precisava mostrar com maior clareza o novo posicionamento.

Catalisador do valor da marca

A mudança estratégica, aliás, é um dos momentos mais indicados para a elaboração de um Brand Book. Foi assim com Gradiente no trabalho desenvolvido pela Ana Couto Branding & Design (ACDB), que também elaborou um livro. “Todos devem conhecer e entender os valores da marca”, ressalta Danilo Cid, Diretor de Design da ACDB. “Por isso o Brand Book é um grande otimizador de esforços e multiplicador do valor da marca”.

A construção do livro para a Gradiente também envolve um trabalho intenso com a empresa e ficou pronto em oito meses. Segundo Danilo Cid, o Brand Book é instrumento de gestão de marca. “Não é só regras para aplicações, mas sim os atributos que direcionam como ela vai se comunicar, fala de experiência de marca, da personalidade e das estratégias”, informa.

A unificação do DNA da marca também é um bom motivo para a criação desses livros. A Packaging Design e Comunicação desenvolveu um manual para a Ziploc em que informa as diretrizes para garantir a correta aplicação nas embalagens de toda a América Latina. “Num projeto de identidade visual corporativa, o rigor na aplicação da marca é fundamental para garantir a comunicação dos valores da empresa”, garante Maria Luz Schneider, diretora de criação da Packaging Design e Comunicação.

Veja aqui o Brand book do Carrefour: http://issuu.com/logobr/docs/carrefour_brand_book

Veja aqui o Brand book da Nike: http://issuu.com/logobr/docs/brandbook_nikefootball

Fonte: http://migre.me/5Ptxx

What is Branding? (O que é Branding?)

A Norwich Business School, da University of East Anglia (Reino Unido) produziu um vídeo bacana para divulgar seu MBA, mas acabou alcançando um resultado muito maior ao explicar, de maneira resumida, o que é branding. Então, o que diferencia um logo ou uma identidade corporativa de uma marca? Segundo o vídeo, é o conjunto de sentimentos e ações que dão um valor único ao produto. Se traduzido em cifrões, é o que faz a Coca-Cola valer mais do que o produto interno bruto de 3 países juntos. Ou o que faz da Google um verbo.

Fonte: http://www.brainstorm9.com.br/26837/advertising/o-que-e-branding/

 

 

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